terça-feira, 11 de março de 2014

#fechadoscomaimpunidade

Nos primeiros meses de temporada 2014 no futebol do Brasil, um dos assuntos destaques tem sido o preconceito racial.
Em fevereiro, transmitia o jogo entre Real Garcilaso (PERU) e Cruzeiro pela estreia da fase de grupos na Copa Libertadores; quando em meados do segundo tempo torcedores do time da casa expressaram através de sons imitando a um macaco, toda sua antipatia e, aparentemente, nojo ao jogador Tinga, do Cruzeiro. A forma hostil, todos já conhecemos... nada passa de preconceito em relação à cor do mesmo.
Isso trouxe de volta à tona uma série de discussões e casos a cerca do assunto preconceito, e principalmente, ao que se refere a punição para casos como esse.
Devo confessar, que no calor do momento, narrando a partida, não consegui pensar em nada a não ser uma bruta punição da entidade que organiza a maior competição de futebol da América do Sul ao clube. Entretanto, pensando um pouco mais, se chega à conclusão de que estamos mesmo vivendo em decadência social cada vez maior, pois não há poder de se punir individualmente cada um daqueles homens.
De fato, a punição ao clube proibiria a entrada de torcedores como aqueles no estádio do Real Garcilaso; mas e os outros? Houveram torcedores do mesmo time que se envergonharam daquele fato. Não se pode generalizar. Será que é mesmo tão complicado se identificar uma pessoa ou um grupo delas diante de dez; vinte, ou até cinquenta mil pessoas? Os trabalhos de identificação e punição deveriam FUNCIONAR para com os indivíduos. Um clube de futebol pode até influenciar, mas não tem o poder de educar aqueles que vão torcer.
Não quero estabelecer paralelos com outros países. O preconceito racial no futebol acontece no mundo todo. No primeiro mundo, inclusive. Mas também se passa por esse ponto. Infelizmente, temos de concordar que o clube seja o responsável pela pena, justamente por não conseguir identificar aquele grupo de pseudo torcedores.
Lamento também os casos mais recentes com o volante Arouca, do Santos; e com o árbitro Márcio Chagas da Silva. É triste se ter de julgar pessoas. Por qualquer aspecto que seja. Mas por diferenças aparentes, físicas; opção sexual e etc. é inaceitável! Que a COMEMBOL, por não ter outra forma viável ou outras entidades públicas que se mostrem interessadas (!), ao menos multe os clubes desses caras que vão as arquibancadas (lugar de família), e cometem um crime que é inafiançável.

A Volta dos Que não Foram

Mais de um ano e meio já se foi desde a minha última postagem aqui no blog. E é claro que devo usar como desculpa aquela mesma baboseira de sempre: "A falta de tempo; os estudos; o trabalho...". Enfim, o intuito é o mesmo. E essa volta significa uma vontade enorme de expressar, à além do rádio, a minha opinião a respeito dos diversos assuntos que vem rondando o mundo dos esportes. Há inúmeros pontos a se tocar. E a vontade de recomeçar acabou batendo assim, da noite para o dia.
Quero ainda, seguir compartilhando aqui um pouco do meu trabalho propriamente dito: os áudios de narrações; a agenda.
E por aí, caminhemos!